quinta-feira, agosto 31, 2006

Enquanto isso em algum lugar da China...

Foto de uma exposição de arte em Xangai.

Não sei não, mas esse chinês tá animadinho demais! Será que isso tudo faz parte da "fruição" da obra?...

terça-feira, agosto 29, 2006

O sapato apertado.

Antes de mais nada, calço trinta e seis. Quando a vergonha me impede de falar isso, arredondo para trinta e sete e meio...

Dizem acerca de gente com um pé do tamanho do meu que muito raramente preocupam-se com o fato do sapato apertar ou mesmo incomodar um pouco, o mínimo que seja, o dedão. A pessoas com o pé pequeno é mais fácil encontrarem os calçados muito, mas muito maiores que o necessário. Sendo preciso uma verdadeira procissão para se encontrar ao menos um que sirva razoalvemente. Isso acontece comigo também.

Ocorre que desta vez encontrei um que realmente me incomodou. Não que fosse muito menor - na verdade parecia mais um sapato de palhaço comigo usando. O problema é que eu estava usando uma dessas palmilhas ortopédicas e o sapato começou a fazer uma pressão imensa no que futebolisticamente chama-se peito do pé. Está doendo até agora...

Nem sei como consegui aguentar quase o dia todo sem tirar a palmilha - mas uma hora tirei, enfim.

Enquanto meu pé doía horrivelmente, mais em cima, na minha cabeça passava todo o texto do meu plano de mestrado, o livro que eu penso escrever... Estava tudo lá, como que pronto para ser usado. Sensação essa que esmaeceu-se logo no momento de descalçei o maldito, me sentindo no céu dos pés pequenos.

Então fiquei pensando em como poderia reter aquela enxurrada de criatividade sem tanto sofrimento. Claro que não consegui, já digo logo. Em seguida outro pensamento sapeca veio a dar uma cabriola na minha cabeça, como que fazendo uma proposta: Será que Machado de Assis sentia os sapatos apertarem?

Depois disso, embrulhei as palmilhas, jogando-as no fundo de uma gaveta, como se eu caminhasse sobre nuvens.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Eu prometo!

Acho que posso dizer que passei incólume pelo horário eleitoral. Salvo as faixas, pinturas, placas e todo o lixo que compôe uma eleição, não assisti a nenhum programa da televisão.

Sim, podem me chamar de despolitizado. Eu, um sujeito que estudava Ciência Política como optativa na faculdade... Mas o fato é que eu cansei. Enchi o saco mesmo desse negócio. Estuda-se a política brasileira como se ela fosse a sueca, o que não é mesmo. E a Suécia é um lugar frio pra caralho e muito chato imagino. Quer dizer, pra quem não faz filmes pornôs, o que é o meu caso. Mas o que ocorre é que na faculdade, como sempre, todo mundo escolhe um padrão de mundo totalmente diferente da realidade e quer a todo custo fazer com que os outros acreditem que aquilo funciona. Digo funciona porque ninguém precisa acreditar mesmo, é só ter uma boa base teórica e tudo bem.

Também não pretendo aqui fazer apologia ao voto em branco, em preto ou em qualquer cor do arco-íris. Se o caboclo quer meter o dedo lá na urna faça-o à vontade. E todos que ficam propagando a idéia de que isso pode anular a eleição são umas grandes bestas, desinformando outros bobões loucos pra ter um motivo pra encher os e-mails dos outros com essas xaropadas. Uma campanha dentro da outra...

Mas por que estou escrevendo isso? Simples! Eu também farei a minha promessa. Afinal não é época de campanha?

Então lá vai: Eu prometo...(termina agora o Horário Eleitoral Gratuito)

quinta-feira, agosto 17, 2006

Cada boteco é uma saudade!

Pode ser que pra muita gente este texto não tenha significado algum. Pode ser que os iniciantes na arte da botecagem ainda não tenham compreendido a real grandeza desse templo do álcool. Pode ser que eu seja um cachaceiro que está escrevendo sob o efeito de quatro cervejas... Mas isso não importa!

O que realmente importa é o boteco! Seja ele chique ou sujo, sempre terá a alma dos pinguços que ali passam antes da ressaca do dia seguinte. Aliás, sendo o que distingue um cachaceiro rico de um pobre é a grife do gosto de cabo de guarda-chuva que se sente na boca logo ao se acordar. Que maravilha deve ser o gosto de um genuíno uísque quinze anos escocês depois de uma babada no travesseiro!... Mas esses prazeres são para poucos, infelizmente.

A grande maioria dos mortais se satisfaz com o boteco da esquina, onde se pode beber uma cerveja barata acompanhada de um frango frito como tira gosto. E se aparecer um bêbado pra puxar assunto, tanto melhor! Isso até que você próprio torne-se o bêbado.

E mesmo os piores botequins tem o seu charme, podem acreditar. Há, numa praia do Espírito Santo, um no qual as paredes são completamente sujas de gordura e os fregueses tem que disputar espaço com as moscas para poder beber sua cachacinha em paz... Somando-se a isso, o dono, que parece mais embriagado que todos os outros ali, dando para quem pede uma Bhrama, uma Antártica, ou coisa pior pra dizer o mínimo. Será que também falei do fortíssimo cheiro de peixe que vinha da peixaria(óbvio) logo à frente?...

Pois é acho que tudo isso faz o charme de tal estabelecimento. Dá um certo ar heróico a quem entra lá pra pedir qualquer coisa e encara um copo que deve estar mais sujo que a cueca do gordo que bebe cachaça na mesa perto do balcão - espero que eu não esteja certo neste ponto.

Agora vou tomar um banho frio...

sábado, agosto 12, 2006

Informação importante.

No momento em Marataízes, ES(praia!!!).

Quarta-feira estarei aí enchendo o saco novamente.

quarta-feira, agosto 09, 2006

Tem coisas que nunca mudam...

Para toda grande jornada, existe sempre um primeiro passo. Isto é, se você não torçer o pé num buraco antes...


Enfim, parece que aquela coisa chamada Comunicação Social não muda mesmo. Hoje, aproveitando um dia de extrema vagabundagem, fui lá na pós-graduação para ver se meu pedido de isolada haiva sido deferido - sim, "vou voltar, sei que ainda vou voltar..." Chegando lá, vi um quadro com os deferimentos de todos os outros cursos da FAFICH, mas "estranhamente" não vi nada da Comunicação. Indaguei à moça da secretaria da comunicação e ela de modo muito polido disse não não tinha nada a ver como babado. Por sua vez, o cara da pós em outra sala falou que é melhor esperar até sexta para, quem sabe, eu ter a informação que preciso.

Começamos bem...

P.S. O pior é que perambulei pelo prédio e não encontrei ninguém que eu conhecia pra bater um papo, só gente estranha. Parece que estou ficando velho mesmo...

quinta-feira, agosto 03, 2006

Manual prático de cultura pop.

Vendo o crescimento da chamada cultura pop e as massas de novos aspirantes a que nela tentam entrar, elaboramos este manual simples em dez lições básicas para uma primeira ajuda. Esperamos que seja útil para todos que almejam ser pops.


1- Em primeiríssimo lugar, você tem que definir sua situação no mundo pop. Sim, porque existem diversas definições do que é ser pop: Há o pop cult, o revival anos 70 ou 80, o apenas cult, apenas pop... Enfim, uma miríade de nomes que fariam a cabeça do mais aplicado estudioso rodar. Para este manual, então, usaremos o padrão "pop apenas", o qual parece ser o mais simples de se definir.

2- Definido o seu estilo, é mister escolher o modo de vestir-se. Ou você acha que pop que é pop sai por aí com jeans e camiseta só? Procure ser o mais colorido possível. Quase uma árvore de natal. Misturar Rosa shock com verde claro ajuda muito nessas horas... E não se esqueça dos grandes óculos escuros - bem grandes mesmo! Assim, nem um cego vai deixar de ver que pela rua caminha um pop.

3- O modo de falar de um pop deve coadunar-se aos mais recentes estilo e tendências da época. Logo, abuse de expressões estrangeiras. Mesmo que você não faça a menor idéia do que esteja falando, a maioria das pessoas vai sempre pensar que você é uma pessoa viajada e, principalmente, descolada. Alguém que não se limita a apenas um léxico verbal.

4-O gosto cultural de um pop é a questão mais espinhosa a que se deve tratar. Em primeira análise o pop que é pop acha tão lindo a bunda da Sheila Mello balançando quanto uma ária de Puccini. Pra ele tudo é cultura! E tanto melhor quando ela vem da expressão genuína popular, como eles dizem. Entende-se por expressão popular forrós, bailes funk e similares, embora poucos deles tenham coragem de frequentar os lugarem nos quais efetivamente o povo vai.

5- Ainda falando de cultura, assunto deveras complicado. Além de estar íntimo dos gostos da população, o pop que é pop deve saber tudo o que acontece na cena alternativa. Define-se "cena alternativa" como bandas que não fazem sucesso por vários motivos, o maior deles é ser ruim mesmo. Não importa se o vocalista é desafinado ou o músico não sabe tocar nem "dó, ré, mi, fá", o negócio é ter atitude. Aliás, este é um tema que será retomado mais à frente.

6-Terminando de falar sobre os gostos culturais pops, chegamos à literatura. Na verdade essa parte é a mais complicada de se definir, visto que os pops moldam seus gostos literários ao que vêem em outros lugares, como filmes - geralmente americanos ou um iraniano de vez em quando - ou bandas de música. Mas nunca falta na estante pop um exemplar dos últimos que acabaram de se transformar em filmes ou que foram fonte de inspiração para algum grupo ou pop star nos quais ele se espelhe.

7- Nunca, jamais, em tempo algum, seja visto numa mesa de botequim enchendo os cornos de cerveja com cachaça enquanto discute a zaga do Atlético Mineiro. Não há atitude mais anti-pop! Exceto, é claro, quando isso é feito nos barzinhos pop, com seu grupo pop à tiracolo que sempre terão uma considerão pertinente sobre a situação débil do esporte brasileiro e como o padrão de cores das camisas dos times é medonho.

8- Derivação do anterior. Frequente sempre lugares pop, cheios de gente pop como você. Tais estabelecimentos geralmente têm uma decoração espalhafatosa, o que atrai pops mais que açúcar atrai formigas. E quanto mais decorado o lugar, maior será a conta a pagar, como diz a lógica. Mas não se importe com isso! Ainda que não tenha nem um tostão no bolso pop que é pop não deve nunca perder a pose! Peça uma água mineral e diga a todos que está parando de beber. Hoje em dia é pop tomar água enquanto todos bebem cerveja na sua frente. Mostra força de vontade!

9-Dedique-se a um hábito tipicamente pop. Colecione todos os filmes de um determinado ator, saiba tudo sobre um personagem de ficção famoso, seitas exotéricas... Qualquer coisa serve, desde que seja da alçada do mundo pop. Mas não invente muito que nada é mais anti-pop que parecer mais inteligente ou curioso que os outros pops.

10-O mais importante. ATITUDE. Em caixa alta mesmo. O que todo pop precisa aprender é ter atitude. Ainda não se sabe exatemente o que isso quer dizer neste tão misterioso mundo, mas ao que tudo indica, ande de maneira mais solta, fale de modo mais arrastado ou cantado. Não há uma regra para isso. Os mais bem sucedidos são os que conseguiram mesclar a maior parte de características diferentes. Se não é o seu caso, use palavrões à vontade e nunca, mas nunca mesmo, utilize em sua totalidade o o estilo que foi usado neste texto. Fazendo isso, você estará pronto para se aventurar nesse mundo cada vez mais colorido! Boa sorte!

terça-feira, agosto 01, 2006

E lá vamos nós!

Aqui vai. Estou dando início a mais um temporada de loucuras de Michel Oliveira.

Desta vez, esse sujeito estranho se resolveu a tentar mestrado em comunicação. O mesmo curso de onde saiu com vontade de esganar metade do quadro de professores - e os professores o sabem.

Nos próximos dias, mais informações sobre essa nova epopéia burlesca.

Não percam os capítulos!

segunda-feira, julho 31, 2006

O doce servo do senhor...

As histórias clichês de novela e romances meia boca de bancas gostam muito de começar do modo que farei agora: Era uma manhã ensolarda. Ótimo, mas além de ser uma manhã ensolarada, é necessário dizer que era manhã de quinta, lá pelas onze horas. Nesta manhã ensolarada o personagem saiu de casa disposto a pegar um ônibus que o levasse até a biblioteca pública no centro da cidade. Poderia-se dizer que estava até feliz, não fossem certas rugas de preocupação que lhe nublavam a face - tá, ficou forçado.

O personagem toma seu ônibus então, acompanhado do resto dos passageiros que enchem o coletivo. A certa altura do caminho, entra uma figura muito conhecida dos apanhadores de ônibus de grandes cidades: o vendedor de doces. Como de hábito, o sujeito declama sua costumeira ladainha mal improvisada, a qual quase não é ouvida pelo personagem, tão absorto estava ele em seus pensamentos. Também o personagem não se apercebe do mesmo começar a caminhar pelo corredor do ônibus, oferecendo seu produto.

Então que algo diferente se dá - como nas histórias clichês.

Não, não era ele um simples vendedor de doces, mas um "trabalhador do senhor". Revestido de uma fé inquebrantável e, até poucos segundos atrás, muito bem escondida, começa a declamar a Palavra.

Uma grande palavra é verdade - em verdade em verdade vos digo, bem longa. Louvando o curso superior que alguns certamente teriam ali dentro emenda quase sem nenhum conectivo para uma citação bíblica e dela para sua própria experiência de vida. Esta compõe-se de muitos anos de "álcool, drogas e vida de crimes" até a mais triste degradação moral. Até que ele encontra, enfim, o senhor!

Ante a tudo isso o persongem começa a olhar furtivamente para as outras pessoas. O que estariam elas pensando do pregador do meio dia? Estavam gostando? Estavam aborrecidas? Será que alguém tinha vontade de jogar o pobre coitado pela janela do ônibus? Não sabia...

O personagem tinha esperança de que no próximo ponto o homem das balas santas desceria. Afinal, tinha que vender as balas e não fazer discurso o dia todo. Para sua surpresa e agonia ele não descia, emendando citações e mais citações numa cadeia já completamente incompreensível. O ônibus estava no centro há um bom tempo sob as bênçãos de "minha vida era só droga antes de encontrar o senhor". Já a maioria dos ocupantes havia descido, embora muitos continuassem ouvido a pregação desde o início do caminho.

Estava começando a se configurar para o personagem cenas terríveis para o final daquela viagem. O xingamento de um passageiro, do cobrador. Poderiam chamar a polícia e retirá-lo à força, conquanto ele parecece colado ao assoalho. Quem sabe tudo isso ao mesmo tempo! Uma boa confusão a temperar o início do almoço. O personagem começava a temer pelo pobre. Pensou várias vezes chegar perto dele e chamar-lhe a atenção, de mansinho. Mas ele também não era do tipo que gostava de conversar, muito menos com pregadores. Continuou olhando para a janela, para uma moça bonita que acabara de saltar.

Perto do ponto do personagem, o ônibus mesmo parecia ter encontrado seu destino, posto que o motor fora desligado e a cobradora saíra. Já não havia muito o que fazer e não era possível esperar o desenrolar dos acontecimentos. O personagem tinha mais o que fazer, é verdade. Desce para a rua imaginando o que poderia estar ocorrendo naquele exato momento.

Perto da biblioteca se divertia ao imaginar homens fardados carregando alguém que bradava ao mundo todo sua fé no senhor...

quinta-feira, julho 27, 2006

Essa foi foda... Talvez literalmente.

O cara resolveu sair do armário.

O problema é que nunca irão faltar adolescentes iludidas gritando pra esses manés. E mesmo adultas, com menos cérebro que um abacaxi. Fazer o que, né?

quarta-feira, julho 26, 2006

É tudo culpa do Cloud!!!

É sim, e tenho dito. Depois que baixei o Final Fantasy VII - diga-se de passagem, eta arquivo grande! - não consigo mais fazer nada direito na frente do computador.

Tudo bem, eu sei que é um rpg de video game cujo grande herói - o Cloud em questão - é um sujeito traumatizado pelo passado e dá uma de bad boy no começo. Que o cara não se importa nem um pouco com o mundo ser destruído e só está pela grana e blá, blá, blá... Ah! e ainda tem a namorada boazuda e peituda que disputa o "galâ" com uma outra... Enfim, mais clichê impossível. Tem até o alívio cômico com um negão alto e forte que tem uma metralhadora no lugar de um braço - podem acreditar, ele é o palhaço da história.

Isso sem falar na espada enoooooooooooorme que Cloud usa. Combinando com sua roupa púrpura fica uma gracinha!

Mas o negócio é que eu não consigo parar de jogar! E se estou escrevendo isso é porque ainda nem liguei o dito cujo.

Agora me dêem licença que eu vou brincar um pouco.

quarta-feira, julho 12, 2006

Três oitão show time

No início era simplesmente algum sortudo que ligara a câmera numa hora afortunada. Então, no dia seguinte, estávamos todos diante de mais um flagrante da vida; um assalto, agressão e mais uma infinidade de crimes que se faziam ali na esquina. Antes disso, quase ninguém fazia idéia do movimento na porta de sua casa às madrugadas. Contudo, era ainda novidade existir ao menos um com uma câmera à disposição e registrar o fato.

Depois as câmeras tornaram-se comuns, ao contrário dos sortudos amadores. Havia agora nichos de cobertura do crime, gente especializada em correr atrás de bandido ao lados dos policiais. Muitas vezes chegando até um certo tipo de relação entre ambos quando o criminoso era graúdo e a prisão dava notícia no jornal da noite. Os famosos noticiários do tipo "espreme que sai sangue" ganharam versões mais leves no horário nobre. Compensando a falta do dito espremido por uma verborragia incessante do apresentador inconformado com o mundo cão onde se vive e quase hipnóticas chamadas para a próxima e mais ainda bombástica notícia.

No fim, todos nós nos acostumamos a isso. Ouvimos todas as manhãs os números de assassinatos e assaltos da noite anterior como se fosse pão com manteiga e leite quente...

Tudo isso creio que deve ter passado pela cabeça ou a caneta de muita gente. Todos nós temos, em medidas diferentes, uma consternação estudada, um choque previamente ensaiado para notícias do tipo "São Paulo sob nova onda de ataques" ou coisa do gênero.

E provavelmente, os bandidos também o tem. Perceberam que matar ou roubar alguns carros num fim de semana não é mais o suficiente para atrair a atenção da sociedade muito ocupada com si mesma. Preciso é invadir bases militares, meter bala em policiais. Afinal, é tudo um grande show mesmo, as "atrações" anteriores já estavam ultrapassadas para o grande público. O sangue já era pouco...

Aqui não estou conjecturando sobre políticas de segurança, ou o colapso social. Um cara que atira num posto da polícia e cola um cartaz, outros que fazem uma rebelião e penduram enormes emblemas nas paredes, enfim, essa gente não está preocupada com sociologia. Muito menos com o crime pelo crime. Tornou-se tudo uma guerra por câmeras, flashes, entrevistas exclusivas com jornalistas famosos e mais espaço nos telejornais. Porque publicidade faz bem aos negócios, seja qual negócio for. De um lado, criminosos querendo impor sua força para não serem perturbados, do outro... Do outro, governos que não querem parecer incompetentes. Como toda guerra por atenção, gera a guerra com sangue, que cada vez menos pessoas está interessada em ver. Está tudo ficando muito chato e repetitivo.

Por enquanto nenhum dos lados está conseguindo variar muito a sua programação para a platéia sonolenta e entediada.

domingo, julho 09, 2006

Considerações cinematográficas

Bem, começo dizendo que eu não passei minha tarde assistindo à final da copa. E se demonstro saber de coisas que aconteram é que o youtube nunca falha nessas horas.

O que fiz foi assistir ao último ganhador do oscar, Crash. Como o próprio título diz, trata-se de conflitos entre grupos - raciais e classes sociais - que quase sempre não se entendem e "chocam-se". Tá, é tudo muito bonito, muito bem intencionado. O roteiro funciona legal e os atores não fazem feio. Até mesmo o panaca do Brandon Fraser não estragou a coisa!... Acontece que eu sinto a falta de algo nesse tipo de filme.

Assisti a Réquiem para um sonho anos atrás, que achei medonho. Também vi outros filmes sérios e bem feitos vindos dos E.U.A. Mas o que eu percebo é que os caras tem uma necessidade tão grande de retratar a realidade nua e crua - talvez algo herdado de uma tradição mais descritiva do mundo - que eles parecem esquecer um pouco de... loucura. Não loucura num termo literal, mas o pensamento mágico. A idéia de que na próxima esquina aparecer um dinossauro ou um exécito inteiro marchando contra você. Ou mesmo ver a rua tomada por um mar de flores amarelas que inundam apenas aquela rua, apesar de todas as árvores nas outras.

Talvez seja infuência dos blockbusters recheados de super heróis saradões e idiotas com seus poderes quase ilimitados... O fato é que eu sinto muito pouca poesia nessas histórias. No caso de Crash até que nem tanto, mas em outros eu termino o filme do mesmo jeito que começei, pensando assim: "Certo, muito legal. Mas cadê a parte humana da coisa? Onde está o ódio, o amor, a raiva, a angústia, enfim, o mágico?" Eu não consigo ver claramente.

Eu sei que sou um grande romântico bobo mas é mais ou menos assim que eu penso.

E até a estréia de Homem Aranha 3...

Enfim acabou

Depois de trinta dias, a Copa do mundo 2006 finalmente teve o seu fim agora há pouco com a vitória da Itália sobre a França(sorrisos mal contidos). Agora o Brasil tem os italianos logo atras, roçando a suas costas, com quatro títulos...

O mico mesmo, pra não ir muito contra ao coro geral, foi a expulsão de Zidane aos cinco minutos o segundo tempo da prorrogação. Ou seja, o cara foi muito mané deixando o outro tirá-lo do sério naquela altura das coisas. Fosse eu o juiz - e ainda bem que não sou, senão seria argentino! - não só mandaria esse otário pro chuveiro como o mandaria por um chapéu com chifres, que "zizu" demonstrou cabalmente desejar. E sim, exporia o trouxa a todo o estádio com se fazia com um aluno mal criado na sala de aula. Mas isso não aconteceu.

Então, foi.

quinta-feira, julho 06, 2006

Depois dizem que só os homens inventam desculpas pra sumir


Eu sei, eu sei... Não resisti à piada pronta! Atire a primeira pedra quem nunca fez isso!

quarta-feira, julho 05, 2006

Nota praguejante sobre o inverno

A verdade é o seguinte. Não tenho absolutamente nada contra o frio.

Só pra situar, nasci e cresci numa cidade cuja temperatura máxima no verão facilmente beira os 45 graus, agravados com a total falta de vento que lá ocorre nessas épocas. Então, viver aqui, nesta cidade onde tudo é muito frio é de longe o paraíso pra mim, se não fossem outras coisas não relativas ao frio...

Enfim, o que mata é a secura do tempo!

Você aspira tudo que pode de manhã e parece que o seu nariz vai de despegar do seu rosto a qualquer segundo. Isso sem falar na poeira permanente. Nem sei como estou conseguindo respirar, como consegui respirar por esse tempo todo aqui.

Por enquanto é só isso. Quando estiver suficientemente bêbado escrevo algo mais interessante.

sábado, julho 01, 2006

Brasil na Copa 5 - Tudo o que o Galvão não fala. O Último.

Pelo menos esse não achou normal.

Enfim, nos fodemos com a França.

Num joguinho que nada valeu a não ser pela constatação de que a seleção não valia nada mesmo. Pois, para se perder da França era preciso menos que um time. Quem sabe até meu time de pelada tivesse chance de vencer a equipe de Zidane e companhia, aquele bando de picaretas...

Mas como tudo tem um lado bom... Na próxima estaremos na África do Sul, país onde tudo é muito mais barato que no Brasil e daria para se passar um mês bem tranquilo.

Espero ter grana pra isso até lá.

Então, até 2010, e vamos falar de coisas mais importantes a partir de agora.

quinta-feira, junho 29, 2006

Brasil na Copa 4 - Tudo o que o Galvão não fala.

Vai ser pé-frio assim na puta que o pariu!

Pois é. O cara acha que não vai dar certo. Eu por mim estou pouco me fodendo pra isso, apenas espero mais um motivo para largar o que estou fazendo para assistir aos jogos. Mas ele - quem entrar no link vai saber quem é - gosta muito de falar merda. O Romário é quem estava certo!

Mas por fim o Robinho volta à seleção para o jogo de sábado. E o Emerson não!!! Mas que felicidade!!!

Contudo, não vou mais falar tanto disso, a partir de agora. Aliás, daqui pra frente falarei cada vez menos de futebol, embora o Brasil na Copa continue até o time ganhar ou ir pro saco com a França. Acho que, como jornalista chato e mané, tenho que dar o exemplo para as novas gerações de alunos dos cursos de comunicação do país afora e escrever coisa que preste. Do tipo, "Lula diz que Ronaldo está gordo", e por aí vai.

Mas, por enquanto, até as semifinais. Assim espero.

terça-feira, junho 27, 2006

França 3 x 1 Espanha

Ainda estou me recuperando do choque...

Que saudade que vou sentir das espanholas!!!

domingo, junho 25, 2006

Brasil na Copa 3 - Tudo o que o Galvão não fala.

E lá vem os negão...

Depois de uma longa espera o gord, digo, Ronaldo, finalmente desencantou o marcou dois gols na vitória da seleção sobre o Japão, a grande potência futebolística da Ásia. Agora, sejamos francos; o cara faz dois num time chinfrin como aquele e o povo já começa a dizer que ele é Deus. Tem gente que gosta de ser cega! Mas fazer o que...

Por fim, a grande preocupação neste momento são os negões de Gana. Caras que batem pra cacete e até jogam um futebolzinho razoável. Uns e outros andam falando por aí que os ditos vão se amedrontar com as oitavas de final e perder fácil. Pode até ser, mas confiar nisso é o mesmo que apostar quase todo o salário no bicho confiando que amanhã vai dar jacaré na cabeça.

E temos também o caso do Robinho, que sentiu a perninha e todo mundo está com medinho do moleque não jogar na terça. A quem estiver ouvindo, tenho algo a dizer: Parreira, qualquer coisa estamos aí!...