terça-feira, outubro 31, 2006

A última sobre eleição.

Parece que domingo passado foi dia de um grande velório. Acho que nem se o país tivesse perdido uma guerra as pessoas sairiam tão chochas à rua.

Não foi um dia normal de eleição.

Não houve o pessoal da boca de urna enchendo as ruas de santinhos(tá, isso foi até bom). Também não vi as brigas de bar, onde gente completamente bêbada e pouco se fudendo para a lei seca defendia calorosamente seus candidatos, muitas vezes gerando confusões no bairro todo. As pessoas saiam à rua cabisbaixas, tristes. Como se estivessem para cumprir uma obrigação terrível a qual não se podia fugir.

Domingo passado não foi um dia alegre como outros parecidos costumavam ser...

Pra terminar, foi uma eleição muito calma e ordeira. Quase se poderia dizer no nível de países democráticos e desenvolvidos. Uma verdadeira chatice!!!

Se a coisa continuar assim é bem provável do Lula fazer com que consigamos subir à primeira divisão do mundo. Ou não...

Esta semana a Granja do Torto vai justificar o seu nome...

E eu, como bom arroz de festa cachaceiro, iria lá, caso me convidassem. Provavelmente aproveitaria a desculpa de estar bêbado para sacanear o Lula na cara dele, muito embora sua excelência nem se dará conta do pastiche, visto que estará mais irrigado do que eu.

Mas como não me convidam pra essas festas...

Vamos aos fatos, então. O homem ganhou de um candidato completamente sem carisma e tampouco plano de governo. Não que Lula tivesse o último, mas nosso derrotado limitava-se a repetir a mesma ladainha que seus assessores de marketing lhe mandaram dizer quando surpreendentemente passou para o segundo turno. Ou seja, creio que até um cavalo ganharia de semelhante boneco de posto de gasolina. Só faltava levantar e sacudir os bracinhos de indignação como os mesmos...

Então, já eleito, Lula todo pimpão na frente de um monte de jornalistas estressados e doidos pra voltar pra casa, diz que o Brasil vai deixar de ser um país em desenvolvimento para passar a desenvolvido. Certo, muito bonito. Creio que todos por aqui querem o mesmo. Mas titio Raymundo Faoro já disse em idos anos que não é possível implementar medidas modernizantes num país onde o estamento é dominado por estruturas pré-capitalistas ou até medievais. E isso que ocorre com nosso Brasil varonil. Para tentar o feito que propõe ele teria que simplesmente destruir a estrutura de poder que há no Brasil, a qual também o sustenta. Isso além de uma série de outras coisas que passam por fazer o que o Estado tem que fazer como um bom sistema educacional e de saúde.

Enfim, de qualquer modo a festa lá na Granja deve se estender até o fim da semana. Indo terminar, quem sabe, em ensolaradas praias em qualquer canto deste país. Só espero que eles tenham comprado bastante Engov...

terça-feira, outubro 24, 2006

Sanctuary

Não sou um grande admirador de quadrinhos. Verdade é que o gênero pra mim sempre foi ligado à histórias infantis cheias de figuras excessivamente coloridas e em poses mais que esdrúxulas. Vez por outra ia a alguma banca e tentava ver qualquer coisa de X-men, Homem Aranha e afins. Mas sempre parava nos desenhos estranhos e histórias idiotas.

Então, certo dia, me indicaram um mangá chamado One Piece. Eu, que sempre havia gostado de desenho japonês até que achei o dito interessante, embora muito juvenil ainda. Mas tudo bem, comecei a ler aquilo assim mesmo.

Dia desses passei novamente por uma banca atrás do suplemento literário do jornal de sábado(temos que fiscalizar a concorrência!) e dei com a figura ao lado. Era uma revista bem grossa, o que pra mim significava muita coisa pra ler numa tarde morosa de sábado. Comprei a dita e fui pra casa ler jornal e mangá.

Tratava-se de uma espécie de história policial cujos principais personagens são um mafioso e um aspirante a político. Ao que tudo indica o cerne da história trata de um plano para levar o segundo personagem a primeiro ministro do Japão. Então o que não faltam são intrigas políticas e a esperada dose de violência em enredos desse tipo.

Mas nada de personagens pegando fogo e disparando raios com as mãos, tão comuns em quadrinhos. Os ossos quebram-se mesmo e ninguém se cura milagrosamente.

Contudo o que me prendeu foi esse plano dos dois personagens de passar por cima de estruturas políticas já a muito assentadas num país que prima ao mundo por ser uma sociedade tradicionalista. Não se explica muito bem suas motivações. O pouco que se mostra está nas falas do mafioso que diz querer "dar um herói aos jovens" ou quando explica porque entrou para o crime, onde pode em um dia fazer algo que um homem levaria trinta anos.

Talvez seja cedo para elogiar, mas de qualquer modo vou atrás dos próximos números.

segunda-feira, outubro 23, 2006

O mito silente.

Bem, não sei quanto a maioria das pessoas, mas estava reparando numa coisa: Esta é a primeira eleição para presidente sem o Brizola. Sem suas infindáveis chamadas televisivas nas quais abusava do estrionismo para descer o pau no governo, no Lula e em quem mais aparecece.

Certo, o cara era um dinossauro getulista dos mais empedernidos. Mas não há como negar que ele tinha estilo, e muito! Quando vejo hoje os candidatos e governantes olhando para as câmeras de televisão de olhos arregalados como meninos assustados me lembro do Brizola. Ele sim, sabia falar para uma câmera! Foi um dos poucos políticos que vi saber realmente empostar a voz num discurso. O resto parece que fez curso de locução por correspondência.

Mas pra não falar somente nas qualidades de showman dele, é de se fazer notar que Brizola jamais se impressionava com um argumento contra qualquer ato seu, seja como político ou não. Isso por estar escudado pela mais adamantina teimosia que já existiu em um ser vivo. Os esquerdistas e oposicionistas de hoje jamais poderiam lhe ofuscar nisso. Ainda que fosse capaz dos atos mais estranhos do mundo como aliar-se a Lula depois de achincalhá-lo para o país inteiro, sempre tinha uma justificativa para o que fazia, por mais que esta fosse esdrúxula. Pois contra teimosia como aquela não havia como se opor.

Gostaria de saber o que ele teria a dizer a gente que hoje gosta mais de falar de dinheiro sujo e moral sacrossanta que de soluções. Talvez não tivesse nada além de sua habital cantinela, composta durante tantos anos de getulismo. Muito provavelmente não teria grande utilidade. Mas que seria divertido ver o homem soltar o verbo, isso seria!

sexta-feira, outubro 20, 2006

Aviso importante

Estou pensando em promover umas mudanças neste blog. Deixá-lo com mais cara de coisa-feita-por-jornalista. O que implica em parar de falar de mim mesmo um pouco e olhar para os lados. Com um pouco de sorte até posso tentar publicar algumas reportagens minhas aqui.

Isso até era para ser o objetivo inicial disto. Mas a coisa acabou tomando outros rumos durante esses meses.

Mas não fazer tipo de sério, como se o que eu digo é coisa para colocar no pedestal da verdade, como a maioria dos jornalistas faz. Até porque, ninguém leva um blog a sério mesmo. E também por não conseguir dizer nada sem soltar uma ironia que seja. Fazer o que se sou assim!

Se eu conhecesse html até mudaria o layout disso, mas acho que vai ficar como está. Vou ver o que posso fazer quanto a visual.

Bem, é isso. Estou aberto à sugestões dos quatro ou cinco que lêem esta página.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Fudeu 2, a missão(e desta vez em definitivo).

Pois é, não consegui passar nem mesmo na análise dos projetos para o mestrado. Deram-me uma bela carimbada na bunda e me mandaram pastar, que academia não era meu negócio. Pelo menos não tenho mais que ler aqueles textos horríveis, cheios de frases com mais de sete linhas e sem nenhum nexo entre elas. Se alguém puder me explicar de onde vem essa idéia de que pra escrever academicamente, tem que escrever como uma criança de primário com notas baixas, agradeço...

Mas para não ficarem dizendo por aí que é despeito eu sei que não fiz o projeto dos sonhos dos professores do curso. Abusei da ironia e de um monte de brincadeiras estilosas em volumosas três(!) páginas. Concordo que isso tenha sido demais para eles. E, maior de todos os pecados, escrevi em primeira pessoa. Isso porque o texto ficaria uma bela merda se eu passasse tudo pra terceira, como manda o figurino. E prefiro morrer a entregar um texto mal redigido!

Enfim, a coisa toda não estava tão bem estruturada assim aos moldes acadêmicos. Pelo menos aos do curso de Comunicação Social da UFMG, impressionantemente rigorosos em comparação a outros cursos. O processo de mestrado para a Ciência Política da UFRJ é muito, mas muito mais tranquilo(nesse eu admito a vagabundagem). Talvez porque o "campo da comunicação" não esteja ainda definido - isso com quase cem anos de comunicação de massa.

Bem, já que eu não sirvo mesmo pra isso de universidade, decidi: chega desse negócio. Daqui pra frente não quero nunca mais ouvir falar de academia e nem de seus frequentadores chatos e metidos a espertos, muito menos dos seus autores sem estilo.

Vou ler A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristam Shandy, de Sterne. Pra quem não sabe, o livro que influenciou diretamente Memórias Póstumas de Brás Cubas. Ao menos dou umas boas risadas com um texto...

domingo, outubro 08, 2006

"A culpa é sua!" "Não, é sua!" (Debate dos presidenciáveis?)

Bem, acabei de assistir mal assitido ao primeiro debate entre os candidatos a presidente no segundo turno. Primeiro, preciso dizer que não prestei a devida atenção a tudo que foi dito porque aquilo parecia mais briga de criança. E como Geraldinho insistia em dizer que foi Luizinho quem rasgou a cortina da sala - embora estivessem na mesma brincadeira - de solução que é bom não se soube.

Mas continuemos...

De início Geraldinho começou com a estratégia óbvia de acusar Luizinho de fazer bagunça na casa, emporcalhando tudo de sorvete e não deixando os outros brincarem com seus brinquedos. Não pôde deixar de falar também que Luizinho comprou um aviãozinho que não divide com ninguém Fez birra como ele só! Do outro lado Luizinho dizia que não e não, o aviãozinho era de todo mundo e a bagunça foi a turma de Geraldinho que começou. Que ele é que está tentando arrumar senão a mamãe briga. Depois Geraldinho disse que estava dodói há um tempão e não conseguiu achar remédio na caixinha porque Luizinho não pediu pro papai. Ele, que é muito esperto, disse que pediu pro papai uma caixa muito maior, mas os remédios vão chegar mais tarde, que são muitos.

Então Geraldinho começou a espernear chamando Luizinho de mentiroso. E que mentir era feio e papai do céu castiga! Queria também saber de onde veio todo aquele sorvete que emporcalhou a sala já que não tinha visto na geladeira. Quem sabe ele queria um pouco do sorvete também, mas teve vergonha de pedir... Luizinho respondeu que o sorvete não era dele e que não foi ele quem sujou a sala. E que vai falar com a mãe de quem sujou para ela dar um belo puxão de orelha no moleque mal-criado.

Por fim, Geraldinho e Luizinho passaram a chamar-se mutuamente de feio, burro, mentiroso e - o pior de todos os xingamentos - cara de mamão! Isso enquanto a roda de amiguinhos punha mais lenha na briga

Acho que estou ficando velho pra essas brincadeiras de criança!

quinta-feira, outubro 05, 2006

Segundo turno reloaded.


Sei não, mas acho que o Alkimin estava olhando para outra pessoa, esperando alguma reação para tirá-lo de perto do Garotinho. Mas como ninguém apareceu...

terça-feira, outubro 03, 2006

Final Fantasy X, a vagabundagem suprema da eleição.

Como prometido vim falar sobre o Final Fantasy X, embora eu saiba que a maioria dos que lêem esta coisa não gostam mais de video-games. Mas foda-se.

Para começar, imagine o Ronaldinho Gaúcho empunhando uma espada e desferindo golpes contra monstros feios, maus e cheios de magias. E depois disso tudo ele ser jogado para mil anos no futuro, num lugar muito estranho... Tudo bem, forcei com a parte do Ronaldinho, mas é mais ou menos assim o protagonista do jogo, que atende pelo nome de Tidus. Um sujeitinho meio estrelinha de um esporte que mais parece um polo aquático jogado numa enorme esfera completamente cheia d'água. Num belo dia, Sin, um monstro enorme e super poderoso ataca a cidade onde ele vive bem no meio de uma partida do campeonato. Ato contínuo, um amigo de seu pai, que odeia - e que o criou, o amigo - aparece e lhe dá a tal espada numa das cenas mais engraçadas do jogo. "Espero que saiba como usar isso", diz Auron, o tal velho, enquanto Tidus cai com o peso da espada.

De resto, ambos são transportados para o futuro onde o nosso herói tenta encontrar um jeito de voltar e percebe que a mínima chance que tem é derrotando o tal Sin(o pecado, em português). Acontece que, além dele ser um monstro gigantesco que volta e meia aparece e arrebenta com todo mundo, Tidus descobre que há mais coisas no fato de estar naquele mundo além de uma mera conhecidência. Que envolve o seu pai, também...

Enfim, adorei o enredo. A história toda, pelo menos até o ponto onde pude jogar, é narrada por Tidus no tempo passado. O que eu vejo como uma grande inovoação em RPGs. Se alguém conhece outro jogo assim me avise. Além da construção dos personagens ser a mais completa que já vi num video-game. Tudo bem que existem os clichês como o par romântico com Yuna, uma morena - de peito pequeno, diga-se logo - que é a única capaz de invocar um "espírito" que poderia derrotar Sin. E também devo dizer que o Tidus em questão é loirinho e usa uma espada enorme, se bem que de personalidade bem diferente de outros parecidos de episódios anteriores...

Mas o que me pegou no jogo foi a sequência incial acompanhada de um solo de piano tão triste que quase tive vontade de chorar...

Eu realmente preciso arrumar um Playstation 2 pra mim.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Rapidinhas.

Muito embora eu tenha gasto meu fim de semana no Final Fantasy X (que comentarei amanhã, com a música tema - solo de piano filho da puta de bom! - na cabeça ainda) aconteceu tanta coisa que eu acho poder comentar.

Antes de mais nada começemos pela eleição. Pensei que essa coisa toda terminaria ontem para eu poder voltar à minha paz mas me enganei. No último momento o pessoal decidiu dar pra trás e dar mais uns votinhos pro Alkimin picolé de chuchu. E nem adiantou o Lula dar uma de esperto e não ir ao debate. No fim a patuléia o ferrou. O que sobrou mesmo desse dia desgraçado - já que nem beber eu pude - foi assistir o Alexandre Garcia falando todas as obviedades do mundo no Fantástico. Parece que a Globo gosta de por gente pra falar que vai subir pra cima e descer pra baixo como comentaristas...

E continuando a falar de Fantástico. Quem merda foi aquela de imagem de Jesus na parede? E a tal da bolinha verde?! Tudo bem que redações muitas vezes tornam-se verdadeiras filiais do inferno por falta de assunto, e a do Fantástico deve ser uma das piores... Mas isso? Não tinham nada melhor pra contar não? Isso sem falar da enésima vez que mostram um adolescente babaca e ignorante que entra em comunidades nazistas-sexistas-racistas-e-o-caralho-a-quatro-do-orkut por que achou muito doido.

Por fim, o tal do avião que caiu tinha uns dez cachoeirenses e não se fala de outra coisa na cidade. Uma demonstração explícita de morbidez gratuita, a qual nunca precisa de grandes motivos para ser exercitada. E olha que isso numa cidade de quase 200 mil habitantes, não uma Ouro Branco da vida(a Gabi que me desculpe, mas ela fala tão mau do lugar).

Era isso. Amanhã falo do raio do jogo.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Preparem-se...

Depois de revolucionar a literatura brasileira em seu primeiro best seller, a cotada ao Prêmio Nobel deste ano, Bruna Surfistinha, prepara-se para lançar outro monumento linguístico e estético.

O que aprendi com Bruna Surfistinha - Lições de uma vida nada fácil

Tremam, Tolstoi e Dostoiévisk. Curve-se Machado de Assis, ante o poder narrativo de Bruna Surfistinha!


Precisa dizer algo?

Agora enchendo o saco em tempo integral.

Bem, de agora em diante estarei com conexão banda larga onde trabalho/sofro. Assim, espero ser mais frequente nas atualizações daqui por diante. Isto é, se a criatividade e o saco permitirem...

Por enquanto é só. Até porque esta semana eu vou-me embora para o Espírito Santo(gostaria muito de poder ir para Londres, mas como não dá...). Vou fugir da eleição e passar os dias jogando no playstation 2 do meu irmão e enchendo a cara de cerveja. Só falta decidir o jogo...

Alguém tem uma sugestão?

domingo, setembro 24, 2006

Corram(pra longe), eles chegaram!!!

Já passaram em Manaus...
Eu só sei que estarei bem longe de Belo Horizonte quando essa turma chegar por aqui. As mulheres até que são gostosas mas... Não. Cachoeiro, aí vou eu!

sábado, setembro 23, 2006

Sábado de Sol!

Tentando aproveitar o sábado, lá fui eu me abalar ao centro da cidade para cuidar de uns livros que peguei emprestados na biblioteca estadual. Como é fim de semana, é de se esperar que o trânsito seja no mínimo transitável pelas ruas eternamente em obras de Belo Horizonte. Quanto a isso não há muito o que falar, uma vez que a ida se processou sem muitas complicações - e até porque eu precisava de um início, mesmo capenga.

No centro é a mesma confusão de sempre. Carros buzinando, gente te empurrando de um lado pro outro e os malditos, desgraçados... Nem sei como nomear esse povo que fica na porta das lojas com um amplificador à tiracolo, anunciando as promoções aos berros. Minha cabeça não consegue pensar neles sem enumerar pelo menos uns cinquenta palavrões.

Corri, fugi para a Praça Sete, onde o burburinho e a multidão seriam muito maiores, mas pelo menos não haveriam esses sujeitor. Talvez um ou outro pastor iniciante no negócio...

Mas qual não foi minha supresa - sentença batida, mas tá aí - quando ainda ao longe percebi caixas de som muito, mas muito mais fortes. E um monte de gente carregando bandeiras de um tal partido de bico grande e penas abundantes. Vários carros de som com músicas, discursos e o escambau. Isso sem contar um outro grupo perto batucando o que parecia um olodum cívico, ou coisa assim.

Fugi.

E na fuga dei por mim subindo a avenida que leva até a Praça da Liberdade - andei, não é mesmo? - já com a barulheira normal de sábado.

Mas quis o filho da puta do destino que eu desse de cara com uma carreata monstro. Da qual participavam não só o nosso ilustríssimo e polvilhado governador mas também o leguminoso candidato à presidência, envergando a cara que a vida lhe deu e tão pouco o ajuda.

Enfim cheguei à biblioteca. Mas tão desnorteado que nem liguei muito para o fato de ter esquecido de renovar a minha carteira.

De qualquer modo, nem bebi hoje. O trauma foi grande demais...

domingo, setembro 17, 2006

Crônica de um Ladrão de Almas.

Pois é, esse é o título de uma história que eu estou escrevendo. Resolvi por o primeiro capítulo aqui para saber da opinião de quem olha este blog - espero que não sejam só os três que imagino.

Então lá vai:


Começa com Antônio Costa. Ele, sentado numa mesa de botequim em frente à calçada, bebericando uma cerveja enquanto espera o trânsito da avenida diminuir. Deveria ter pego o ônibus há meia hora atrás, mas o fluxo de carros era tanto que pensou ser melhor esperar um pouco até que as coisas se normalizassem. De mais a mais, tem apenas um irmão em casa que não deve ter a menor pressa de sua chegada, quase certo a noiva deste estar lá neste exato momento... Logo, não vê mal nenhum em ter sentado naquela mesa e pedir uma garrafa da cerveja mais gelada que o garçom pode trazer, pois além de tudo fazia um calor de fornalha.

Enquanto vai bebendo olha meio desatendo os carros e ônibus que a todo custo tentam passar pelo espaço onde deveria caber no máximo um terço deles. Mas é comum ao fim do dia todas as avenidas, ruas, alamedas e qualquer outro lugar destinado à passagem de veículos automotivos estar completamente cheio deles até exceder a capacidade de trânsito desses lugares. E com a infinidade de carros vinha o barulho das buzinas, os gritos dos motoristas impacientes, o ronco ensurdecedor de algumas motos, apitos de guardas de trânsito. Isso sem falar da costumeira balbúrdia dos pedestres, sempre falando alto em meio a vendedores ambulantes de vozes tão possantes quanto buzinas e o burburinho das conversas que vão e vem em frente a Antônio e sua garrafa de cerveja já passada da metade.

Sim, fazia um grande barulho na avenida. Um pouco fora do usual para aquele dia e horário, pensa Antônio. Talvez algum evento que ele não soubesse, ou coisa assim fosse o causador. De qualquer modo, não estava muito interessado em pensar no que estaria causando a parada quase total do tráfego ali, desde que houvesse menos carros ao fim da cerveja que já estava para acabar.

Um casal de namorados entra no bar e senta-se na mesa quase ao seu lado. A moça parece tímida e o tempo todo leva a mão à orelha, puxando-a. Antônio diverte-se vendo a mão da menina puxar insistentemente o lóbulo. Dora nunca puxou a orelha assim quando eles sentavam-se num bar para conversar...

A cerveja acabou. O movimento dos carros não mudou nada nesse tempo. Pede outra. A última, diz ao garçom. Os carros da rua estão num movimento muito lento, a ponto de parar. Na sua frente aparece um sujeito que, aos berros, diz comprar ouro, pequenas jóias e outras quinquilharias. Grita para todos na rua como um possesso, como se competisse com o zunido das buzinas dos carros e dos vendedores mais à frente. Antônio volta a prestar atenção no movimento da moça. O barulho é tanto que não consegue ouvir a conversa do casal que está logo ao seu lado, embora somente tivesse olhos para a mão esquerda da moça puxando a orelha. Atrás vinha o garçom com a cerveja, sem que ele percebesse. Na rua os carros pararam. Também não conseguia mais ouvir o som deles que fora abafado pelos gritos do homem ali perto. Contudo deste também não parecia mais vir som algum, quem sabe engolfado pelo burburinho da calçada que Antônio também não ouvia. Com seus olhos postos fixamente na orelha da menina não percebe a chegada do garçom. Só dá pela sua presença no momento em que este abre a garrafa e o fraco som da pressão libertada o traz à realidade. Lá fora o homem continua a berrar acompanhado dos carros e tudo o mais.

O casal passou para uma mesa ao fundo. O namorado percebera os olhares de Antônio. Com uma segunda garrafa de cerveja cheia ele volta a olhar a rua. Na orelha esquerda começa a sentir uma leve coceira.

“Hora complicada, não é?”

“Pois é... Faz tempo que não vejo um engarrafamento desses. Deve ter acontecido algum acidente.”

“Engraçado que faz tanto barulho que eu cheguei a não escutar nada agorinha mesmo...”

“Mas está uma merda de bagunça lá fora! Mesmo enfiando forte os dedos nos ouvidos não dá nem pra fingir que não tem...”

“É... Talvez eu esteja com o ouvido ruim.”

O garçom vai para outra mesa. Antônio não conseguiu puxar conversa como gostaria. Sentiu-se idiota por começar com essa história de não ouvir nada, como se fosse um doido. Claro que aquele barulho desgraçado não havia cessado de repente. E ainda por cima só pra ele! De qualquer modo, apressa a cerveja. Está há muito tempo parado ali e, por mais que o irmão goste de ficar sozinho com a noiva em casa, precisava de um banho para limpar aquela poeira de rua toda em cima dele.

A coceira na orelha não parava. Sem perceber começou a fazer praticamente os mesmos movimentos da moça antes. Sem perceber engoliu quase de um só gole a garrafa e um pouco tonto pagou ao garçom e foi embora, deixando-o com um sorriso de pena para ele. Com certeza parecia um sujeito desorientado...

Na rua, tinha a impressão de que o barulho não era tão intenso quanto há poucos momentos atrás. Os carros fluíam normalmente pela avenida, até com certa velocidade. Mesmo as pessoas estavam um pouco mais quietas. Todo mundo cansado do trabalho e sem vontade de falar nada, pensou. Seu ônibus estava parado mais à frente. Correu até ele e entrou, apertando-se junto com as outras pessoas.

Já estava bem escuro agora. Na sua frente, uma mulher dormia com a cabeça recostada no vidro da janela. Parecia não dar importância para toda aquela gente espremida logo ao seu lado. Olhando aquela mulher, Antônio passou a sentir-se realmente cansado, quase a ponto de dormir em pé. Forçava para manter os olhos abertos. A coceira na orelha ainda incomodava, embora não pudesse tirar as mãos das barras dos bancos.

Começou a cambalear de sono quando alguém o empurrou com força.

“Vá dormir na cama, rapaz.” Foi o que lhe disseram.

sábado, setembro 16, 2006

Tá quente hoje, né?

Tudo bem, admito: estou numa falta do que fazer da porra!

Mesmo que tenha até conseguido uma boa idéia para o mestrado - paga a preços altíssimos, diga-se de passagem - não ando tendo nada melhor pra fazer ultimamente. Acho que foi pela energia gasta no ato de adquirir a tal idéia...

Tanto que a coisa mais emocionante que fiz nas últimas semanas foi comprar uma merda de uma placa de vídeo para o meu computador. Certo que gastei quase todo o meu sagrado dinheirinho da cerveja nisso, mas a causa era nobre! Ou pelo menos mais nobre que a cachaça que eu venho tomando no boteco aqui do lado.

Ou melhor, a coisa mais emocionate foi instalar aquela merda, que felizmente está funcionando neste exato momento. Por muito pouco não arranquei o processador só para fazer a placa caber no raio do encaixe. Acresce-se o fato de que eu havia tomado certa quantidade de cerveja antes disso... Tudo isso para descobrir no dia seguinte que era só desparafusar uma travinha minúscula e a coisinha entrava numa facilidade só! Ainda bem que esperei pela ressaca do dia seguinte.

Bem, acho que agora vou dormir um pouco para me recuperar de tão titânico esforço.

Site Legal

Pra começar tem este link aqui. Uma versão da Wikipedia pra quem tem senso de humor, se é que alguma criatura viva deste planeta já não viu esse troço!

segunda-feira, setembro 11, 2006

O que sai de tua boca infernal.


Ciro Gomes, com sua mente e boca diabólicas, ataca novamente.

E o pior é que parece que funciona pra ele!

sábado, setembro 09, 2006

Fodeu.

Já faz mais ou menos quatro dias desde que descobri que o projeto de mestrado no qual eu estava pensando já era de outro. Desde então não tenho feito outra coisa senão tentar botar a minha cabeça pra pensar em outro bem rapidinho até o dia final da inscrição. O problema que isso é um pouco complicado...

Logo, alguém por acaso tem uma ideiazinha que não vai fazer falta? Só uma. E não precisa ser das melhores!

Então?