terça-feira, junho 12, 2007
Os Namorados de Rua.
Tudo seria até suportável não fossem os vendedores - sim, sempre eles! Essa gente, cujo principal requisito no emprego é ter sangue de barata, muitas vezes ficam postados nas portas das lojas apenas esperando que incautos passantes diminuam o passo frente a eles. Logo começa o festival de oferecimentos de presentinhos "a(o) namorada(o)". Não importa que você diga que não tem namorada, que é um ser assexuado e anti-social, desejoso de ver o mundo arder nas chamas do inferno por todo sempre - o que não é o meu caso, pelo menos na parte do assexuado. Não importa nada, eles oferecem assim mesmo. Chego até a pensar no que eles diriam se eu passasse e respondesse assim: "Cu?, não obrigado" bem alto, para toda a rua ouvir. Pena que eu seja bonzinho demais pra isso.
De todo jeito, esse dia parece que foi proveitoso para mim. Sim, pois mesmo que não tenha namorada com quem dar uma trepadinha amorosa no dia de hoje tive a sorte de encontrar um gravador de DVD por módicos 100 pilas! E do jeito que eu precisava!
Sei que essas merdinhas eletrônicas não são nada comparadas a uma boa trepadinha - não sou assexuado, lembram? Contudo, uma vez que não tenho perspectiva de encontrar nenhuma moça interessante no mundo pedroleopoldense no qual me encontro agora, acho que ficou mais em conta gastar com um brinquedo desses.
Quem sabe ano que vem...
Quem sabe eu diga, "Cu? Não, obrigado."
sexta-feira, junho 08, 2007
Crônicas Rurais - Parte 3
Bem, havia o frio cortante e a cerveja cara. Havia também as músicas ruins. Mas também havia, para salvação da noite, a garçonete. A garçonete que servia o camarote onde estava e da qual não consegui tirar meus ébrios olhos durante toda a noite e que mereceria uma ode em sua homenagem. Pena que ela era casada... A vida tem dessas coisas.
Por fim, a cortina do palco se abriu para uma aprensentação da dupla musical(?) Cezar Menoti e Fabiano. Sinceramente, isso parece mais nome de trio. De qualquer jeito a música era uma porcaria e eu enveredei pelo uísque e as curvas da garçonete que passava célere entre todos.
quinta-feira, maio 17, 2007
Crônica de um Ladrão de Almas - Capítulo 3
Quando você pensa que está se encaminhando para um bom início de história, eis que aparecem lugares até antes esquecidos do narrador. Pois ainda há muitas vidas a se tratar e o tempo para isso muito pouco...
Portanto vamos logo para uma rua escura no meio de uma noite dessas que pessoa alguma gosta de lembrar. O cenário pode parecer daqueles que fazem a alegria dos adoradores dos filmes de suspense clichê ou de outros não tão adoradores assim, mas que apreciam uma diversão comum. Ambos bons tipos de pessoas, honestas, com seus empregos, ordenados e rotinas. Vão a um cinema numa noite calma e escura, imaginando esquecer um pouco de suas vidas tranqüilas durante as duas horas e pouco de projeção. Provavelmente vão acompanhados, mas isso não importa agora. Não mais.
O fato é que nesta mesma noite escura e clichê, pessoas as quais os nomes são irrelevantes fizeram com que a rua, as pedras da rua, os tijolos das construções e o cinema em si, juntamente com todas as pessoas que lá dentro estavam, voassem pelos ares na maior explosão que aquela cidade já havia presenciado.
A localização de tal cidade também não importa, uma vez que todos já a conhecem pelas imagens da televisão. Os destroços das construções e das pessoas do bairro onde havia o cinema circularam o mundo poucos minutos depois do estrondo. Junto com ela o nome Meníacles, repetido como uma espécie de oração, um mantra negro o qual apenas dizia das desgraças explosivas que vêm acontecendo há alguns anos. Os apresentadores dos telejornais da noite o repetem com a mesma devoção que um padre em sua missa. Fazem lembrar de outras tristezas que tal nome tempos atrás havia produzido, estourando imagens de sangue e queimaduras passadas, guardadas para um momento esperado como este.
Diante de um dos milhões de aparelhos de televisão a transmitirem os choros dos sobreviventes e os lamentos dos repórteres e políticos está Antônio Costa. Afinal conseguira chegar em casa, apesar do sono pesadíssimo que lhe acompanhou a viagem toda. Entrou e não havia irmão nem ninguém em casa. Sem ânimo ou fome para comer qualquer coisa foi à cozinha extrair uma caixa de leite da geladeira e um pó achocolatado da despensa para enfim desabar na poltrona e ligar a televisão.
Não tinha muita idéia de porque toda aquela gente estava tão emocionada. O sono toldara-lhe o entendimento. Simplesmente assistia à infinidade de entrevistas, imagens e fotos como se fizessem parte de algo fora do mundo. Percebia que falavam do tal Meníacles como uma espécie de demônio que veio levar a humanidade ao caos. Uma criatura que não se sabe ao certo qual seria o rosto, quando o comum para os profissionais do medo seria mostrá-lo sempre a fim de insuflar mais medo por sua imagem terrível. Também não se sabia seu nome, posto que aquele fora dado por um jornalista depois de um ato parecido ocorrido num centro de compras grego. A razão de tal nome escolhido em detrimento de tantos também jamais foi esclarecida, o jornalista que o dera desapareceu misteriosamente semanas depois de escrevê-lo no jornal em que trabalhava. Isso ajudou a fazer com que o nome dado se espalhasse rapidamente e cristalizasse a sutil crença de que foi a tentativa de nomear o demônio que fez com que o pobre homem desaparecesse.
Contudo, essas filigranas religiosas e profissionais passam muito ao largo de Antônio, já completamente imerso em sono invencível.
Daqui a pouco seu irmão chegará do bar onde esteve com a noiva e mais um grupo de amigos, retirará Antônio da poltrona e ambos irão para seus quartos dormir. Nenhum dos dois se importará com o conteúdo do telejornal da noite quando acordarem.
Sim, ninguém se importa. Quando as imagens de morte pararam, bem depois de Antônio adormecer, substituíram-nas por moças alegres numa tarde de sol em algum canto do mundo. Era o primeiro dia de sol depois do mais longo dos invernos naquela região aonde temperaturas polares chegaram a ser registradas. As moças estavam alegres. Pararam sua brincadeira ao sol fraco do início daquele verão apenas para conversar com o repórter. Ele também esperando o momento em que pudesse largar o fardo de sua profissão para ficar sob aquele sol, talvez até ao lado daquelas moças...
Repórteres em si são pessoas esperançosas. Dormem e acordam imaginando sua grande virada, a história que os levarão aos píncaros da glória de sua profissão, ou pelo menos a um ordenado maior. Sempre esperam algo. É do seu trabalho. Não podem criar nada, não podem dizer “ali está” sem que esteja realmente. Nisto reside sua maior angústia.
Por isso trocaram as imagens de morte pelas de alegria. Não sabiam mais como lidar com algo acabado de ser criado ali mesmo, bem na frente deles. Algo que nunca poderiam fazer pois a criação está fora de sua alçada. As imagens de sol e moças felizes são mais fáceis de serem controladas posto que se repetem de ano a ano naquele país que mal conhece o calor. Em verdade não há criatura mais infeliz que eles, pois são os únicos condenados a viver inteiramente no mundo e do mundo, sob pena de perderem toda a personalidade. Todo repórter é um poeta que não pode sonhar.
Mas deixemos suas angústias aqui por enquanto. Muito ainda irá se tratar deles no decorrer disto, e é preciso que os personagens apareçam e digam logo a suas falas para que ninguém se sinta entediado por resolver acompanhar esta história.
Crônicas Rurais Parte 2.
Na verdade devo dizer que esse bar tem uma peculiaridade que jamais tinha visto em qualquer outro, mesmo aqui, neste lugarejo. Todos sabem que durante determinados horários do dia esses lugares onde se vendem cerveja e outros derivados do álcool ficam vazios. Ao menos vazios de qualquer um que tenha alguma responsabilidade durante o dia. Enfim, esse bar não.
Caso não tenham advinhado, digo logo de pronto. Nunca, em horário nenhum, há pessoa alguma lá, exceto o dono. Ninguém bebe nada, come um lanche ou entra no lugar. Ficando o mesmo completamente deserto todo o tempo. A parte isso, não se esboça o mínimo movimento no intuito de se fechar o estabelecimento. Sim, porque imagino que o dono de tal aberração deva pagar a energia com que alimenta as lâmpadas e as geladeiras, deve comprar bebidas e comida para vender. Deve ter as despesas normais que um bar deve ter.
Todos os dias que passo por ali penso em entrar e desvendar o segredo disso. Mas todas as vezes sou bloqueado por uma preguiça imensa e o medo de saber que a magia do lugar pode ser quebrada por uma coisa tão prozaica como uma boca de fumo ou coisa assim.
No fim das contas prefiro ficar com a poesia do dono do bar que passa os dias asssistindo à televisão. Sozinho.
segunda-feira, abril 30, 2007
O Homem sem Barba.
A luz refletida na lâmina e depois no espelho me levou a tempos e lugares onde a barba é sinal de prestígio social e até de poder. Em Atenas, na antiguidade, um homem só era considerado cidadão capaz e maior depois de desenvolver barba - nesse caso eu seria uma eterna criança lá. E a barba sempre foi um símobolo de força e respeito entre os orientais, principalmente os muçulmanos. Até pouco tempo atrás, exigia-se no Afeganistão que um homem devesse ter a barba do tamanho de seu punho sob pena de severos castigos e quem sabe até morte. Certamente o Afeganistão seria um lugar terrível para imberbes como eu...
Então, desta viagem fui catapultado de volta ao presente e meu banheiro. Fiquei só, eu com minha barba. E pensei: se a barba tem toda essa simbologia, não seria melhor que ela fosse eliminada de uma vez das mal escanhoadas faces dos homens? Pois assim ninguém mais poderia jurar coisa alguma sobre o fio de seu bigode ou elevar a barba à categoria de escudo de sua honra masculina. Não haveria como pôr as barbas de molho, acabando assim com um dos mais conhecidos chavões de dissimulação e esperteza que existem. Em suma, o mundo seria um lugar melhor, e mais limpo, para se viver. Com menos lâminas e menos sangue a escorrer por elas para ser limpo com uma toalha ou papel higiênico.
No alto de minhas divagações pensei numa espécie de paraíso terrestre, onde muldidões sem pêlos se abraçavam e passeavam em campos de antigas lâminas enferrujadas. E com os olhos marejados pus-me a barbear-me!
terça-feira, abril 17, 2007
Crônicas Rurais.
Some-se a isso ao fato de eu acessar computador apenas do trabalho, o que dificulta ao máximo qualquer palhaçada que eu venha querer postar aqui. Minha alforria vem se dando somente aos fins de semana, quando volto para meu antigo apartamento para matar as saudades de meu amado computador de minha cama, que nunca pensei que fosse tão confortável.
Mas deixemos de explicações e passemos à esculhambação geral.
Dia desses estava eu caminhando pela rua principal da "metrópole" de Pedro Leopoldo onde vivo agora e resolvo sentar no boteco. Nada melhor para fazer, considerando-se que o cinema local está a passar um filme já saído de cartaz ano passado em Belo Horizonte. E quem quer cinema mesmo e gastar dinheiro com essas coisas quando se pode assistir a tudo do conforto de seu lar? Deve ser assim que as pessoas pensam aqui...
Continuando, enquanto estava eu a degustar uma cerveja - que, ao menos, veio gelada - resolvi prestar mais atenção à um fato peculiar do logradouro: Bicicletas. Centenas delas, senão milhares. Isto é, se a conta populacional daqui puder ser medida em milhares. O fato é que elas disputam palmo a palmo espaço da rua com os carros e até caminhões. Muitas vezes têm mais preferência que eles. A grande maioria delas possui a famosa cestinha na frente para carregar os pertences dos condutores. Esses vão de simples sacolinhas de supermercados a coisas que não sei definir direito embora sejam grandes. Me ocorre agora que é melhor não tentar definir, pode ser traumático demais.
Enfim, minha vida é essa de contato com a natureza e o ar puro do campo. Sem o stress de Belo Horizonte, seus personagens malucos, seus botecos, as moças da faculdade...
Pelo amor de Deus, me tirem daqui!
quarta-feira, abril 11, 2007
Novidade do dia número 1!
Eu devo perder em torno de uns dois meses por ano no mínimo. E nem vou contar o tempo que passo dentro de um boteco senão entro em depressão!
Onde está meu Prozac?!
E novidade do dia número 2!
Depois ainda estranham eu falar tão mal de acadêmicos...
E o pior que que bacon só presta na pizza e em raras vezes como ingrediente secundário em outros sanduiches! Enfim, o povo estava com bastante tempo.
terça-feira, abril 03, 2007
Os rumores do rock.
Um dos pontos da lista diz que "Jim Morrison foi morto por integrantes do governo Richard Nixon. Ou fingiu estar morto. Ou morreu de ataque cardíaco em um quarto de hotel em Paris enquanto se masturbava". Bem, se fosse comigo, preferia milhões de vezes morrer por uma conspiração de um governo que de punheta... Acho que Morrison também concordaria com isso.
Enfim, existem algumas coisas engraçadas, outras nojentas - na verdade a maioria é nojenta. Umas bem conhecidas como aquela da mulher de David Bowie que pegou o maridão na cama com Mick Jagger.
Difícil deve ser encontrar uma dessas pessoas pra desmentir os rumores. Até porque essas coisas fazem parte da mitologia que eles gostam de passar.
Mario em Vice City!
Uns malucos fizeram esta animação(até bem feitinha na minha opinião) combinando Mario com GTA, um dos títulos de videogames mais violentos e politicamente incorretos que existem hoje. E o resultado ficou bem bacana!
Atentem para o hilário sotaque da dupla de bombeiros!
quinta-feira, março 29, 2007
Dúvida.
Eu mesmo sou um preguiçoso do cão para postar qualquer coisa aqui, mas pelo menos tento encontrar um bom motivo com o qual encher um pouquinho os servidores do Google. Acho que o Hulk anda dando muito trabalho pra ele. Também, com aquele nariz(piada idiota mesmo)!
quarta-feira, março 28, 2007
PFL muda de nome.
O nome não é o que se pode chamar de primor da criatividade. Penso até que o FHC poderia processá-los por plágio depois dessa. Já pensaram ele fazendo isso? Ou quem sabe é o contrário, um modo de voltar às pazes com o PSDB depois da merda que deu na eleição do ano passado. De qualquer jeito o negócio deles é apagar o estigma que a antiga sigla deixou e arrumar mais gente para entrar no barco. Sabe-se lá como eles pretendem fazer isso.
Mas tem uma coisinha que ninguém ainda mencionou: ACM aprovou essa brincadeira toda? Se não, nem quero pensar no destino dos pobres coitados!...
Por fim, alguém - entre os meus cinco leitores - gostaria de imaginar como seria o logotipo do "novo" partido?
É foda!...
Pois é... Resta então aos milhares de jornalistas recém formados dar o sangue num jornaleco de bairro ou do interior e, caso não goste disso, arrumar qualquer outra coisa pra fazer da vida e esquecer do diploma.
Isso sem considerar trabalhar para alguma grande rede, onde os critérios de admissão versam sobre peixadas, automatismo mental além de níveis titânicos de arrogância e estupidez. Ou seja, muito difícil de valer a pena para alguém com o mínimo de senso crítico.
O jeito vai ser tentar virar professor mesmo. Se os departamentos já não estivessem cheios de gente!
sexta-feira, março 23, 2007
Garotinho Online!
Será que ele também não está sendo bem servido nos jornaizinhos da igreja dele? Um mistério a ser resolvido...
De qualquer forma ele continua em sua formidável cruzada contra a demoníaca Rede Globo, o governo, os partidos, o Rio de Janeiro, Deus e o mundo. Enfim, o homem é uma sumidade!
Então, pra que se interessou em azucrinar, digo, acompanhar o blogue, aqui está o link.
Blog do Garotinho
sexta-feira, março 16, 2007
Formaturas Fluminenses.
Imagino que alguns agora queiram saber como foi a tal festa. Mas pensei em fazer algo melhor do que simplesmente contar a vocês sobre roupa apertada, cerveja quente e funk no final da noite. Inspirado na postagem "Manual Prático de Cultura Pop", de minha humilde autoria e cujo link não irei pôr devido a preguiça extrema, resolvi explorar certos pontos dessas reuniões tradicionais.
1 - Escolha sempre aquela roupa que você nunca usa mesmo. Aquelas que sempre apertam e te fazem parecer um boneco quando está andando. Acho que deriva daí o tal "andar elegante". Fora o fato de que o criador dos sapatos deve ter sido algum torturador ou coisa assim.
2 - Fique o mais longe possível de seus familiares, a não ser que deseje que sua mãe o empurre para dançar o Bonde do Tigrão lá pelas tantas da madrugada.
3 - Se você for homem é melhor se conformar e ficar bebendo calmamente num canto, pois mulher nenhuma vai te dar conversa. Elas preferem ficar fofocando entre elas do mesmo modo que fazem todos os dias, sabe-se lá o motivo disso. Ou sua querida irmãzinha já fez o favor de acabar com sua imagem antes mesmo de sua chegada.
4 - Comida de festa de formatura é sempre boa depois de uma tarde e uma noite inteiras sem pôr nada no estômago. Infelizmente não foi o meu caso.
5 - Por último, já que você não vai pegar ninguém mesmo - se for homem, é claro - fique o mais perto possível do ponto de onde saem os garçons com cerveja. Será o melhor lugar com certeza.
Por hora é o que eu posso dizer. Já estou até pensando em fazer uma segunda edição atualizada do Manual Pop. Acho que vou fazer mesmo...
quarta-feira, março 07, 2007
Uma segunda vida inteira.
O fato é que esse Second Life vem crescendo absurdamente nos últimos meses. Empresas vêm abrindo "escritórios" virtuais nessa segunda vida. Até a Petrobras já pensa em abrir sua filial por lá.
Então, eu fiquei pensando: O que um jogo, que na verdade não é jogo nenhum, tem de tão especial para que tanta gente fique interessada por ele? Baixei o programa no meu computador e não vi nada demais naquilo. Mas ainda não fiquei satisfeito. Second Life não parece ser como os MMORPGs comuns, embora ao mesmo tempo seja idêntico a eles. As pessoas entram naquele mundo para ser o que elas sempre quiseram ser da mesma forma que alguém entra num Warcraft para se sentir um guerreiro ou um mago. Porém Warcraft não está mobilizando tantas empresas grandes do mundo como Second Life.
Há quem diga que o que ele traz são mais possibilidades futuras. Uma vez que empresas reais criam suas versões virtuais, as possibilidades de interação passariam a ser infinitas. Pessoas poderiam até "viver" em tempo integral dentro daquele mundo, já que poderiam trabalhar e se divertir dentro do programa como se fosse realmente uma imitação da vida. Nisso a coisa se distancia dos jogos online comuns. A interação com um mundo totalmente mítico e irreal passa a dar lugar a uma espécie de para-realidade, um duplo do mundo existente com possibilidades ampliadas.
Desse ponto em diante começam as elucubrações acadêmias, as quais não estou muito afeito há algum tempo. Resta saber se Second Life é tudo isso que dizem ser ou apenas mais uma versão dessas bolhas da internet que de tempos em tempos aparecem e depois somem sem deixar rastros. Mas como dizem por aí, as possibilidades são infinitas.
domingo, março 04, 2007
"Integrante do RBD, assume homossexualismo"
Quem sabe desse jeito eu não me introduzo no mestrado? Sem maldade, é claro!...
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Raiva
Por fim chegamos à vida moderna e a raiva agora é quase produto comercial. Vendem-na nos telejornais da noite quando falamos dos bandidos e terroristas. Vendem a raiva da pobreza, da tristeza, do tédio, do amor. Distribuem-se aos montes por aí a raiva das gorduras a mais ao mesmo tempo que dos exercícios. Bradam aos quatro ventos a raiva à seriedade e à velhice como uma concequência dela. Também se enraivece contra a juventude, uma vez que ela é muito curta com sua beleza rápida.
E para que toda essa raiva cresça é preciso que em primeiro lugar se publique a raiva à profundidade e, principalmente, raiva à cultura. Somente então teremos uma sociedade cheia de raiva, como a nossa.
As pessoas de um modo geral têm muita raiva. Porém, preferem dar outros nomes à ela como individualidade(raiva das outras pessoas) e amor ao trabalho. Este último sendo o mais útil à raiva, pois trabalhando-se o tempo todo não se tem tempo para pensar em si. E pensar em si durante um certo tempo sempre leva à angústia, que é a maior inimiga da raiva, posto que é incerta, ao contrário dela. As pessoas que trabalham muito sempre têm uma grande raiva da angústia, coisa fácil de se perceber.
De qualquer modo, a maior de todas as formas de raiva é sempre a esperança, que não passa de raiva da realidade e do presente. Criamos ilusões futuras para que suportemos um lugar e uma situação que nos incomoda, embora quaisquer outros cheguem ao mesmo resultado.
Contudo, por mais que se diga, todas essas formas de raiva não chegam nem perto da verdadeira. Aquela que vez sobreviver uma espécie fisicamente incapacitada. A ela é preciso que durma sempre e jamais demonstre o menor indício de ação. Pois a verdadeira raiva paira o tempo todo sobre a cabeça das pessoas como uma espada... Pode-se dizer até que como uma forma de angústia.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Carlos Nascimento pode dividir SBT Brasil com Cynthia Benini
Será que o Silvio vai obrigar o coitado a cruzar as pernas coreograficamente com ela também? Imaginem a cena!
