segunda-feira, junho 30, 2008

O atendente assinino.

Essa história é pra vocês que pensam que o serviço de atendimento ao consumidor só é ruim no Brasil. Muito bem, quem apareceu neste blogue ontem ficou sabendo que perdi a senha do meu RPG online favorito - também conhecido como Final Fantasy XI. Provavelmente devo ter sido vítima de um hacker safado ou eu mesmo fiz alguma merda pra isso acontecer. Mas isso é passado.

Hoje eu entrei em contato com a administradora do jogo via chat - uma vez que sua respectiva sede fica nos EUA e eu não vou gastar ligação internancional pra isso. Eu nem me importei com as intermináveis horas que tive que esperar pela mísera atenção deles por meio da internet. Sério, fiquei ouvindo música a tarde toda esperando por uma alma abnegada e anglo-saxã me socorrer. Eis que ela aparece! Como todos os do tipo dele vai logo pedindo senha, identificação e o caralho a quatro. Informações que enviei com toda a presteza possível, fazendo questão de enfatizar o meu caso e a tristeza na qual me encontrava! Quando pensava que o cara iria me resolver o problema ele dana a pedir meu endereço. Dei o do meu cartão de crédito, claro. Que, não por conhecidência vem a ser também meu domicílio. Contudo para ele não era suficiente.

Vocês, meus cinco leitores, provavelmente não devem saber, mas para se cadastrar nesse jogo em especial é preciso que você forneça um endereço dentro de território norte-americano. E foi justamente o que o sujeito me pediu e o que eu havia esquecido logo após me inscrever! Enquanto procurava desesperadamente pela net a desgraçada da página cujo endereço real usei tentei ganhar tempo. Disse que tinha me mudado, que perdi o endereço antigo e tudo mais. Não deu certo, ele queria porque queria.

Mas aí um de vocês pode me perguntar: então pra que você deu todas aquelas informações com as quais qualquer pirralho de 12 anos poderia descobrir até a cor das suas cuecas? Pois foi nisso que começei a pensar naquele momento...

Ora, já tinha dado praticamente a minha vida toda pro cara, que lhe custava relegar um mísero endereço? Notem, ele estava de posse do número do meu cartão de crédito. Coisa que não dou nem à minha mãe! Poderia me encontrar facilmente sem um mínimo de esforço. E pensam que ele desistiu do endereço?! Que nada! Insistia e insistia!

A tensão chegou num nível tal que eu tive que me esforçar pra não escrever todos os palavrões em inglês que conheço. E podem saber, conheço muitos e dos piores! Fiz apenas saber ao atendente tão cordato da inutilidade de seu pedido. Inutilmente, é claro.

No fim acabei desligando e no momento estou a tentar novamente. Desejem-me sorte. E nunca mais reclamem dos serviços das companhias telefônicas! Elas são flores de atenção perto do que estou passando.

P.S. Não deu. Os caras simplesmente são idiotas demais pra perceberem que aquele é um endereço fictício. Mandei-os enfiar a conta no rabo e pronto.

Um comentário:

Tio Xavier™ disse...

Não leve a mal, mas isso é o que se ganha prestigiando produtos deles. Quando posso evito até a Coca-Cola.